- Mariana Pasini/UOLA estudante Mayara Rangel e o namorado Ruan Indrigo homenageiam Chorão em frente ao apartamento do cantor no bairro de Pinheiros, em São Paulo
- Após a notícia da morte do cantor Chorão nesta quarta-feira (6), fãs da banda foram para a frente do apartamento onde o cantor foi encontrado morto, no bairro de Pinheiros, em São Paulo, para prestar homenagens ao vocalista do grupo santista.
A estudante curitibana Mayara Rangel, de 18 anos, que está de férias em São Paulo, foi para o local depois de saber da notícia pelo Twitter.
Segurando três rosas, que pretendia entregar para o baixista Champignon, a jovem falou sobre o futuro do grupo.
"O Charlie Brown Jr. não tem como existir sem o Chorão. Ninguém vai achar a voz e a personalidade igual a dele. Nem os fãs vão deixar isso acontecer", disse.
André Santana, de 14 anos, concordou. "Se eles [os integrantes do Charlie Brown Jr.] tentarem continuar sem o Chorão, a banda não vai para frente. Chorão só tem um", afirmou.
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Os admiradores de Chorão também comentaram a possibilidade do cantor ter morrido de overdose. "Nada muda na admiração que a gente sentia por ele. Existem muitos outros ídolos que morreram por causa de drogas", disse Mayara.
"O Chorão foi uma pessoa que teve problemas com drogas, mas ele sempre cantou o contrário. Ele dizia: 'eu fui para esse caminho, mas não vá também'. Para mim é a mensagem que fica", disse uma fã que não quis se identificar.
"O Chorão foi uma pessoa que teve problemas com drogas, mas ele sempre cantou o contrário. Ele dizia: 'eu fui para esse caminho, mas não vá também'. Para mim é a mensagem que fica", disse uma fã que não quis se identificar.
A admiradora relatou que conseguiu dar um abraço no baixista Champignon quando ele compareceu ao local, e achou que estava muito abalado.
Para outros fãs, a notícia da morte foi mais surpreendente do que o meio pelo qual ocorreu. "Ele ja tinha essa imagem mesmo, de rebeldia, de transgressão. Não era de se esperar, mas surpreende pela morte, a forma não", comentou o analista de mídias sociais Felipe Moreno, de 19 anos.
Alguns admiradores do cantor colocaram flores e cartões em canteiros do prédio. A estudante Tatiana Scoleso, de 20 anos, foi uma delas. "Eu admirava a humildade dele. Como fã, pensar que ele não era feliz me entristece muito", disse.
Ela concorda que, se provada, a overdose não mudaria sua admiração. "Não é tão horrível quanto as pessoas dizem. Cada um exterioriza a dor como consegue."
Para outros fãs, a notícia da morte foi mais surpreendente do que o meio pelo qual ocorreu. "Ele ja tinha essa imagem mesmo, de rebeldia, de transgressão. Não era de se esperar, mas surpreende pela morte, a forma não", comentou o analista de mídias sociais Felipe Moreno, de 19 anos.
Alguns admiradores do cantor colocaram flores e cartões em canteiros do prédio. A estudante Tatiana Scoleso, de 20 anos, foi uma delas. "Eu admirava a humildade dele. Como fã, pensar que ele não era feliz me entristece muito", disse.
Ela concorda que, se provada, a overdose não mudaria sua admiração. "Não é tão horrível quanto as pessoas dizem. Cada um exterioriza a dor como consegue."
- Flores colocadas no canteiro do prédio onde Chorão morava. Na mensagem, lê-se: "Um dia eu espero te encontrar numa bem melhor/Cada um tem seu caminho eu sei que foi até melhor/Irmãos do mesmo Cristo, quero e não desisto", trecho da música "Lugar ao Sol"
Para Lucas Bonzatto, de 22 anos, um show do Charlie Brown sem o vocalista seria "um culto ao Chorão".Já para Bruna Feres, de 17 anos, as lições do artista falam mais que seus erros. "Ele pode ter sido drogado, o que for, mas nunca foi hipócrita. Ele não buscou a perfeição. Ele era um artista de verdade, quando o que a gente tem hoje em dia são celebridades. Era o pesadelo do sistema", disse.
Para Tayná Perpétua, Chorão foi um revolucionário do rock. "Meus filhos vão ouvir Charlie Brown", promete.
Para Tayná Perpétua, Chorão foi um revolucionário do rock. "Meus filhos vão ouvir Charlie Brown", promete.
Houve também quem convocou membros da família para prestar sua homenagem ao músico. A estudante Graziele Cristina Ferreira compareceu à sede da MTV Brasil, em São Paulo, com o irmão Brian, de 8 meses, pois não havia outra pessoa para cuidar da criança. A emissora convocou os fãs a comparecerem à sua sede para homenagear Chorão.
"Já perdi tanta oportunidade de vê-lo", lamentou-se. Graziele gosta de Charlie Brown desde pequena e acredita que o cantor estava num momento difícil. A estudante garantiu que a mãe deu consentimento para que o irmão fosse com ela à sede da emissora e que o pequeno fica "hipnotizado" quando ela coloca Charlie Brown para tocar.
- Graziele Cristina Ferreira compareceu à sede da MTV Brasil, em São Paulo, com o irmão Brian, de 8 meses, para homenagear Chorão
Também na sede da MTV, as estudantes Aimee Luna (18), Thayná Oliveira (17) e as irmãs Fernanda e Heloísa Reis (16) comentaram ter achado Chorão "sentido" na última edição do São Paulo Mix Festival, em julho de 2012. "Parecia que ele estava se despedindo", disse Fernanda.
Morte
Chorão foi encontrado morto na madrugada desta quarta (6) em seu apartamento, que fica no oitavo andar de um prédio no bairro de Pinheiros, em São Paulo.
Chorão foi encontrado morto na madrugada desta quarta (6) em seu apartamento, que fica no oitavo andar de um prédio no bairro de Pinheiros, em São Paulo.
As circunstâncias da morte estão sob investigação do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa). Segundo o delegado Itagiba Franco, da Polícia Divisionária do Departamento de Homicídios, o motorista e o segurança do músico chamaram o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) por volta das 4h30 desta quarta.
A equipe de socorro encontrou o corpo do músico de bruços no chão da cozinha, com as mãos machucadas e já sem vida, sozinho em casa. O apartamento estava revirado, sujo e havia bastante vestígio de sangue.
Bebidas e pó branco também foram encontrados no local, mas o delegado não confirmou se era droga.
Em imagens feitas durante a perícia da Polícia no apartamento de Chorão, às quais oUOL teve acesso, o corpo do músico estava cercado por lascas que aparentam ser parte do enchimento de um saco de pancadas de boxe.
A lateral do abdome do corpo apresentava hematomas, e metade do rosto estava deteriorada e coberta por sangue. O dedo mínimo da mão direita também aparentava estar quebrado. No balcão da cozinha, próximo ao corpo, havia uma pequena quantidade de pó branco em cima de um catálogo de filme pornô, ao lado de um canudo feito com uma folha de cheque.
O exame toxicológico, que vai apontar evidências de cocaína ou outras substâncias no corpo de Chorão, será divulgado em duas semanas. Itagiba revelou ainda que foram encontrados, na casa, frascos do ansiolítico Lexotan e uma pasta de dentes usada para adormecer a gengiva --Chorão costumava morder a boca quando estava ansioso.
De acordo com Itagiba, Chorão estava morto desde, pelo menos, o meio-dia de terça-feira. O delegado contou que, na última semana, Chorão se hospedou em quatro hotéis diferentes da capital paulista. Na última hospedagem, ele se desentendeu com funcionários do local.
O delegado afirmou ainda que Chorão acreditava que estava sendo perseguido. "Ele chegava em casa quebrando tudo, por isso a bagunça [no apartamento]".
Para o delegado, a hipótese de suicídio deve ser descartada. "Chorão tinha planos, não tinha esse perfil", contou o delegado. Ele acredita que o caso foi uma fatalidade e relacionar com overdose de drogas, neste momento, também seria "leviano".
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