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quinta-feira, 4 de abril de 2013

Morte de Chorão foi causada por overdose de cocaína, diz laudo




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Vocalista do Charlie Brown Jr, Chorão é encontrado morto em SP39 fotos

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4.abr.2013 - Reprodução do laudo com resultado do exame necroscópico do cantor Chorão Reprodução/TV Globo
A morte do cantor Alexandre Magno Abrão, o  Chorão, foi provocada por overdose de cocaína, de acordo com exame toxicológico divulgado nesta quinta-feira (4). Vocalista da banda Charlie Brown Jr., Chorão foi encontrado morto em seu apartamento no dia 6 de março. Localizado no bairro de Pinheiros, em São Paulo, o apartamento foi encontrado revirado e a polícia também coletou amostras de um pó branco que parecia cocaína.
O laudo necroscópico do Instituto Médico Legal com o resultado do exame afirma que foram encontradas no corpo de Chorão 4,714 microgramas de cocaína por mililitro de sangue. A conclusão dos peritos é de que a morte foi causada por "intoxicação exógena devido à cocainemia".
A informação foi confirmada em entrevista coletiva concedida na noite desta quinta pelo delegado Itagiba Franco, diretor da Divisão de Homicídios do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na sede do departamento, no centro de São Paulo.
"Como nós prevíamos desde o início, não havia morte violenta, homicídio, nada desse tipo. Assim, o IML concluiu que a causa da morte foi uma dose excessiva de cocaína. Popularmente uma overdose de cocaína. Isso, aliado ao compromentimento físico que ele já vinha apresentando, tanto na parte do coração, nas artérias, como também um edema cerebral, potencializou a morte dele. Ele iria ter comprometimento de saúde fatalmente, independente da droga. Mas infelizmente essa dosagem foi letal para ele", afirmou Franco. 
"4,714 microgramas por mililitros de sangue é bastante excessivo até para uma pessoa normal que estivesse usando essa droga. Como o estado físico dele já estava bastante comprometido, para ele foi fatal", completou o delegado, afirmando que a polícia trabalhava desde o início com a hipótese de que não era um suicídio.
O exame aponta que o cantor apresentava miocárdio hipertrófico (aumento do tamanho do músculo do coração), coronarioesclerose grave (bloqueio das artérias coronárias por gordura), nefroesclerose renal (alteração no tecido do rim), edema cerebral (aumento dos líquidos no sistema nervoso central), esteatose hepática (excesso de gordura no fígado).
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Relembre a trajetória de Chorão, do Charlie Brown Jr.47 fotos

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10.jan.2013 - Foto postada na página oficial da banda no Facebook mostra Chorão com a banda em estúdio Leia mais Reprodução/Facebook
Os peritos também observaram hematoma nasal, escoriações no lábio inferior, no cotovelo direito e na região lombar esquerda, além de contusões no polegar direito e no pé esquerdo.
"Agora o dr. Rui Karan vai prosseguir com o inquérito, aguardando o resultado dos outros laudos. Mas para nós já está praticamente concluído. Ouvimos familiares, componentes da banda, pessoas que o acompanhavam e não há nenhum indício nesse sentido (de homicídio)", explicou o delegado. O inquérito deve ser concluído em 30 dias.
Franco, que acompanha o caso desde o início, e o delegado Rui Karan, da 1ª Delegacia (Sul) de Homicídios, receberam o laudo do Instituto Médico Legal no fim desta tarde.
Outros laudos ainda apontarão o horário da morte, estimado entre a manhã do dia 5 e a madrugada do dia 6 de março, e a composição do pó branco encontrado no apartamento de Chorão.
Em entrevista após o enterro de Chorão, Graziela Gonçalves, ex-mulher do cantor, indicou que a morte tinha relação com o abuso de drogas. "Eu lutei por ele até o final. Acabei perdendo a guerra para essa droga, que está acabando com todo mundo", declarou a estilista à época.
Investigações
Chorão foi encontrado morto na madrugada do dia 6 de março em seu apartamento no bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo.
As investigações começaram pelo exame do apartamento e depoimentos de vizinhos e funcionários do prédio onde Chorão morava, de Alexandre, filho de Chorão, e Thaís Lima, mãe do rapaz de 23 anos, e Graziela Gonçalves, ex-mulher de Chorão, e dos integrantes da banda Charlie Brown Jr.
No entanto, esperava-se desde o início que toxicológico e a necropsia seriam essenciais para a elucidação do caso.
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Familiares, amigos e fãs se despedem de Chorão92 fotos

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7.mar.2013 - Cercado pela imprensa, o músico Marcelo Nova deixa o cemitério Memorial Necrópole Ecumênica, em Santos, onde o cantor Chorão foi sepultado na tarde desta quinta Leia mais Francisco Cepeda, Leo Franco e Thiago Duran / AgNews

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Quantidade de bons shows torna saldo do Lollapalooza positivo



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Veja as fotos dos shows do 3º dia do Lollapalooza Brasil 201397 fotos

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31.mar.2013 - Fãs do Pearl Jam assistem ao show da banda no Lollapalooza Brasil Leia mais Leandro Moraes/UOL
O jeans velho e a camiseta preta voltaram a um megafestival de rock no Brasil ontem, na noite de encerramento do Lollapalooza. Ao contrário do que se viu na sexta e no sábado, o visual que costuma ser associado ao público clássico de rock reapareceu em vestimentas com logo do Pearl Jam, atração maior do evento, ou de outras bandas com sonoridade voltada ao hard rock ou ao metal, como Iron Maiden e Metallica. Os shows fizeram jus à indumentária. Com performances cheias de energia, Kaiser Chiefs, The Hives e Pearl Jam reforçaram a porção mais "rocker" do festival.
 

TOP LIST: AS 10 MAIS CANTADAS PELO PÚBLICO

1. Lonely Boy - The Black Keys
2. Mantenha o Respeito - Planet Hemp
3. Não Existe Amor em SP - Criolo
4. Alive - Pearl Jam
5. No One Knows - Queens of the Stone Age
6. Killing in the Name - Deadmau5
7. Little Talks - Of Monsters and Men
8. Quando a Maré Encher - Lirinha e Eddie
9. Somebody Told Me - The Killers
10. Take me Out - Franz Ferdinand
É notável também como, em uma época dominada pelo download como fonte de informação, as rádios – de rock, no caso - ainda influenciam o pula-pula na pista. Assim que o line up do Lollapalooza foi anunciado, emissoras dedicadas ao gênero passaram a incluir com mais freqüência na programação músicas dos artistas do festival. Não por acaso subiu até poeira quando o Kaiser Chiefs tocou "Ruby" e o Hives mandou "Go Right Ahead", sucessos no dial.

Se a porção rock foi maior e mais forte no último dia, também foi a única data da edição 2013 em que o Lollapalooza teve lotação esgotada. O Pearl Jam não só tem culpa principal pela alta venda de ingressos como acentuou o tom rock da noite tocando covers de Ramones ("I Believe in Miracles") e The Who.("Baba O"Riley", também conhecida como "Teenage Wasteland"), como forma de homenagear estas duas bandas.

Mais do que isso, a última foi a noite do contato direto. Enquanto bandas como Queens of the Stone Age, The Flaming Lips e The Black Keys limitaram-se a tocar de forma respeitável e vigorosa seu repertório, Hives e Kaisers foram literalmente para cima do público. Os vocalistas Pelle Almqvist e Ricky Wilson se aproximaram da platéia o mais que puderam. O primeiro chegou a ir até onde estava um rapaz com um vinil da banda sueca e assinar o disco. Wilson, por sua vez, explorou sua principal mania: subir nas estruturas que envolvem o palco. Chegou até a escalar a torre de som, no meio da platéia.

Mesmo com muita lama, um incoveniente que parece fazer parte da festa, aqui ou no exterior; e longas filas para tudo, o saldo foi positivo. Foram muito mais shows bons do que ruins, ainda que a maior parcela de entretenimento tenha sido formada pelo grande número de apresentações medianas.
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Dez imagens resumem o festival Lollapalooza Brasil 201310 fotos

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DE OUTRO PLANETA - Assim como o som da banda, que boa parte do público ficou sem entender, o cantor Wayne Coyne, do Flaming Lips, trouxe ao Lollapalooza o visual mais esquisitão dos três dias, com um bebê de plástico no colo e uma série de cabos que o prendiam a um cenário de ficção científica. Menção honrosa para o DeadMau5 - afinal, não é todo dia que se vê um camundongo discotecar. UOL

sexta-feira, 29 de março de 2013

Filarmônica de Pasárgada lança novo videoclipe


A Filarmônica de Pasárgada acaba de lançar o videoclipe da música "O Seu Tipo". Esse é o primeiro vídeo do álbum "O Hábito da Força", lançado pelo selo Coaxo do Sapo, de Guilherme Arantes.

O vídeo foi dirigido pelo premiado cineasta Thiago Ricardo, que teve trabalhos exibidos em festivais como Cannes, Oberhausen e Rotterdam. "O Seu Tipo" foi gravado na USP, na praça do relógio.

Com "O Seu Tipo" o grupo ganhou a 17ª edição do Programa Nascente da USP, o 1º Festival da Canção da UNICAMP e o 41º Festival Nacional da Canção da FENAC. A música também conta com a participação de Luiz Tatit e Ná Ozzetti (voz) e Kassin (guitarra).

quinta-feira, 21 de março de 2013

Lady Gaga confirma álbum de jazz com Tony Bennett




Lady Gaga confirmou que gravará um álbum em parceria com Tony Bennett. Depois do dueto, em que gravaram uma versão de “The Lady Is A Tramp”, a cantora anunciou em seu Twitter que fará um álbum completo de jazz ao lado do ‘crooner’.

"E aqui estou eu e meu lindo parceiro. Eu simplesmente não posso esperar por nosso álbum em parceria, ele é meu querido", postou Gaga, como legenda em uma foto dos dois.

Ainda não há uma previsão para o lançamento do disco. Atualmente, Gaga trabalha nas gravações para seu próximo álbum, “ARTPOP”.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Alejandro Sanz diz que não teve medo de ser conhecido apenas por "Corazón Partío"


  • Alejandro Sanz, cantor latino que se apresenta em São Paulo neste domingo (17)
    Alejandro Sanz, cantor latino que se apresenta em São Paulo neste domingo (17)
De volta ao Brasil para apresentar o álbum "La Música No Se Toca", seu nono trabalho de estúdio, Alejandro Sanz confessou ao UOL que o charme que conquista fãs e lhe rende o título de galã latino é um pouco proposital. "Como músico, quando eu entro no palco, meu principal objetivo é fazer com que as fãs se sintam em um momento inesquecível. Então fico feliz quando fazem essa relação, porque este momento é projetado para isso."
O primeiro show da turnê, que passa por São Paulo neste domingo (17), contará com sucessos do cantor e uma apresentação "renovada". "Este show tem efeitos de iluminação e vídeo impressionantes. Além disso, nossa banda tem alguns novos componentes, que também traz frescor ao show. Tenho muito orgulho da personalidade que temos dado a essa turnê."
Para o cantor espanhol, o melhor momento da apresentação é quando ele entra no palco no início do show e um bom show é quando a conexão com o público é total. "Quando começo a entrar e vejo a empolgação do outro lado, é uma união muito especial, é uma mistura de nervoso e animação ao mesmo tempo", diz. 
Eu acho que a música latina está crescendo e se expandindo a toda a hora. A música latina é muito rica e interessante e merece ser conhecida por toda parte
Alejandro Sanz
Além de ter feito uma participação na música "Bailo Con Vos", a cantora potiguar Roberta Sá também fará uma pontinha no show do cantor. "Estou feliz de ter Roberta em São Paulo. Ela é uma artista que eu amo e admiro muito. Quanto as outras participações, eu prefiro que sejam uma surpresa para todos". As outras participações a que Alejandro se refere são das cantoras Ivete Sangalo e Ana Carolina, que também gravaram faixas para "La Musica No Se Toca". [Você pode baixar o álbum completo em UOL Música
Depois de ter emplacado diversos sucessos em novelas, Alejandro diz que não teve medo de ser conhecido só pelo hit "Corazón Partío", que lhe deu fama no Brasil após ser trilha de "Torre de Babel", novela global de 1998. "Nunca tive [medo]. Pelo contrário, é uma honra pensar que uma música cruzou o mar e chegou ao Brasil com tanta força. Hoje eu tenho uma grande relação com o país por causa disso e tenho orgulho de apresentar meu trabalho aqui. E ainda tive a sorte de encontrar parceiras incríveis que trouxeram um pedacinho do Brasil para o disco." 
Alejandro ainda comenta que as portas para a música latina estão cada vez mais abertas. "Eu acho que a música latina está crescendo e se expandindo a toda a hora. Tem talvez alguns gêneros que são introduzidos com mais facilidade, mas eu tenho sentido que as portas musicais estão cada vez mais abertas para permitir outras correntes, outras vozes e sons... A música latina é muito rica e interessante e merece ser conhecida por toda a parte."

quarta-feira, 13 de março de 2013

Antes de vir ao Brasil, Muse revela bastidores e nega pressão



Muse abre primeiro show do U2 em São Paulo14 fotos

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O baterista Dominic Howard e o guitarrista e cantor Matthew Bellamy em show do Muse em São Paulo (09/04/2011) Leia mais Lucas Lima/UOL
A faixa-título do mais recente álbum do Muse, "The 2nd Law", é uma suíte em duas partes. Segundo os integrantes da banda, se refere à Segunda Lei de Termodinâmica, que afirma que o universo tende a alcançar o equilíbrio e, portanto, qualquer energia, por maior que seja, deve se dissipar até que isso aconteça.
Só que esse não parece ser o caso da própria banda. O trio continua em ascensão desde que lançou o primeiro trabalho, em 1999, e já é considerado um dos maiores grupos do planeta. Vendeu mais de 15 milhões de cópias no mundo todo e ganhou um Grammy. "The Resistance", de 2009, emplacou o topo da parada em 19 países, enquanto que "The 2nd Law" estreou na liderança em 13 países.

MUSE NO ROCK IN RIO

Lucas Lima/UOL
O Muse está escalado para tocar no Rock In Rio 2013. O trio inglês, comandando por Matt Bellamy, se apresenta no dia 14 de setembro, mesma noite dos já confirmados Florence and The Machine, 30 Seconds to Mars e Capital Inicial

A última vez que o Muse esteve no Brasil foi em 2011 como atração de abertura da turnê do U2. Na ocasião, a banda --que tem seu próprio show para estádios, públicos numerosos e bandas de aberturas para suas apresentações -- fez um um pocket show de 45 minutos para os cerca de 90 mil fãs de Bono e companhia
A faixa "Survival" foi a música oficial das Olimpíadas de Londres, evento que a banda ajudou a fechar, participando da cerimônia de encerramento. Também se tornou um dos shows mais populares do mundo, sendo escalado em praticamente todos os grandes festivais da temporada.
Todas essas conquistas estão a anos-luz do que o guitarrista Matthew Bellamy, o baixista Chris Wolstenholme e o baterista Dominic Howard sonhavam quando uniram forças, em 1994. E, embora as ambições criativas continuem grandes, os integrantes tentam manter as conquistas em perspectiva.
"Nunca demos nada como certo", afirma Wolstenholme, por telefone, no início da fase norte-americana da turnê que promove o segundo álbum, lançado em outubro de 2012. "Sabemos que há uma certa expectativa em relação à qualidade da música que fazemos, mas também nos cobramos muito, porque queremos melhorar sempre".
Howard concorda. "Você quer criar uma música melhor, descobrir novas ideias e sentir que está progredindo", ele afirma, mas acrescenta que, para o Muse, esse processo é mais tranquilo do que muita gente imagina. "Quando estamos no estúdio, não sentimos a pressão", conta o baterista. "O objetivo é entrar lá e participar de um processo fluido e natural. Todo mundo sabe que, se você se sente pressionado ou forçado de alguma forma, não dá o melhor de si".
Uma pequena aventura a cada música
Howard conta que o Muse criou "The 2nd Law" sem muitas diretrizes. A banda preferiu o esquema tradicional, de "cientista maluco", na base do experimento/improviso, passando quase dez meses na Califórnia e na Inglaterra para tentar encontrar formas inovadoras de fundir a melodia do pop clássico com a sofisticação do rock progressivo.
Ele afirma que cada música se tornou uma pequena aventura em si. "Follow Me", por exemplo, começou "muito crua, por instinto, com uma pegada rock", mas recebeu um tratamento eletrônico para se diferenciar. "Panic Station" adotou um balanço mais marcante do que tudo que o Muse já havia feito. E o trio foi unânime em decidir que queria que a faixa de abertura, "Supremacy", tivesse o som de "apresentação de estádio".
"Madness", indicada ao Grammy 2013 como Melhor Música de Rock, teve seu próprio processo evolutivo: começou "hiperbásica", como conta Howard, mas a banda não ficou satisfeita. "Uma noite, tirei todo mundo do estúdio para poder trabalhar nela. Acabei colocando bastante bateria no final. Aí o Matt chegou, curtiu e pôs a guitarra", relembra. A música evoluiu e, segundo ele, ficou bem diferente do estilo do Muse.
"Não sei se você sabe, mas finalizar a música é a parte mais difícil", acrescenta ele, com uma risada. "Tem uma infinidade de toquezinhos finais, decisões e conceitos que quer manter que complica tudo. A gente sabe que a música está pronta quando os três chegam a um consenso", conta Howard.
"The 2nd Law" também é diferente em relação ao número de músicos envolvidos, bem maior do que no disco anterior. Howard calcula que foram 70 integrantes, incluindo uma orquestra, um coral e uma banda de metais. "Cria uma textura, dá uma profundidade nova e, no entanto, não é um som ao qual você presta atenção. Não dá para identificar quantas pessoas estão tocando, mas é o conjunto que você sente ali atrás, amarrando tudo", vibra Howard.

Turnê de "The 2nd Law"
O Muse começou a turnê de divulgação de "The 2nd Law" em setembro, com um cenário opulento, telões em formato de pirâmide e efeitos especiais elaborados. "Gostamos de sentir que estamos fazendo algo melhor, que estamos progredindo", revela Howard. "Essa ideia de se superar é o que nos move e nos estimula a fazer sempre algo grandioso".
O trio pretende continuar na estrada pelo menos por mais seis meses, mas só quer pensar no próximo álbum quando a turnê estiver próxima do fim ou encerrada de vez. "Eu e o Matt meio que já começamos a conversar sobre o que, como e quando a gente vai fazer em termos de logística", explica o baterista.
"Nós nos conhecemos há séculos", Howard conclui. "Crescemos juntos, testemunhamos muitas mudanças uns nos outros... e, apesar disso, continuamos juntos, o que é raro porque, hoje em dia, não tem muita gente por aí que pode dizer que tem amigo que conheceu lá pelos dez anos de idade. Isso deixa tudo ainda mais especial".

sábado, 9 de março de 2013

Tribunal de Justiça libera show de Elton John em Brasília horas antes de começar


  • Reprodução/Twitter/CostinhaBSB
    Palco do Elton John pronto para receber o público. Cerca de seis mil ingressos foram vendidos
    Palco do Elton John pronto para receber o público. Cerca de seis mil ingressos foram vendidos
O show do cantor Elton John que estava marcado para esta sexta (8), em Brasília, foi liberado pelo Tribunal de Justiça horas antes de começar. Os portões foram abertos para o público às 19h30. "O juiz da 8ª Vara da Fazenda Pública do DF negou pedido formulado pelo MPDFT de suspensão do show do cantor inglês Elton John. Com a decisão, o evento está mantido no local e horário marcados", informou o comunicado do TJ. 
Uma ação cautelar emitida pela promotoria do Ministério Público nesta sexta, disse que o local em que o evento é realizado não tinha as condições necessárias para atender o público. A Defesa Civil do Distrito Federal liberou o show após vistoria no local que aconteceu até às 17h40. O show vai acontecer, mas o Ministério Público ainda não sabe se irá autuar os produtores. 
"Chegou ao conhecimento do MP a realização do show do cantor Elton John no Centro Internacional de Convenções do Brasil, situado no Setor de Clubes Sul, trecho 02, no dia de hoje [sexta, 8], e que tal estabelecimento ainda estaria em construção o que, por óbvio, faz com que ele não tenha carta de habite-se e nem tenha sido objeto das vistorias necessárias quanto à rota de fuga, incêndio, acessibilidade e demais questões relevantes de segurança", comunicou a ação cautelar.
A ação também informou que no local "não está sendo observado instalação de equipamentos preventivos, bem como inexistentes saídas de emergência, o que põe em risco a população em caso de situação de incêndio ou pânico". Cerca de seis mil ingressos já foram vendidos para o show do cantor inglês, que está em turnê no Brasil. 
De acordo com a Agefis (Agência de Fiscalização), desde a construção o espaço estava em desconformidade, uma vez que os proprietários do empreendimento não sanaram as irregularidades. Após a apresentação dos documentos que comprovaram a segurança do espaço, o juiz da Fazenda Pública não comprovou situação atual de irregularidade das obras.